×

Revolução no Crédito Imobiliário: Caixa Retoma 80% de Financiamento e Destrava Sonho da Casa Própria com R$ 20 Bilhões Imediatos

Caixa Econômica Federal

Revolução no Crédito Imobiliário: Caixa Retoma 80% de Financiamento e Destrava Sonho da Casa Própria com R$ 20 Bilhões Imediatos

SÃO PAULO/BRASÍLIA, [12/10/2025] – Em um movimento estratégico de grande envergadura que promete reaquecer o mercado imobiliário e impulsionar o sonho da casa própria para milhões de brasileiros, a Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (10) um pacote robusto de medidas que reverte restrições recentes e injeta um novo fôlego no setor.

image-21 Revolução no Crédito Imobiliário: Caixa Retoma 80% de Financiamento e Destrava Sonho da Casa Própria com R$ 20 Bilhões Imediatos
A Caixa Econômica Federal voltou a financiar até 80% do valor de imóveis

A principal mudança, celebrada por construtoras, incorporadoras e consumidores, é o retorno do financiamento de até 80% do valor do imóvel no Sistema de Amortização Constante (SAC), restabelecendo o percentual máximo praticado antes da abrupta redução para 70% em novembro de 2024.

O anúncio, feito pelo presidente da instituição, Carlos Vieira, durante o lançamento do novo modelo de crédito imobiliário do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em São Paulo, não se limita apenas à cota de financiamento. O pacote inclui a liberação total dos depósitos compulsórios da poupança para ampliar o acesso da classe média ao crédito e um significativo reajuste do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Juntas, essas medidas têm o potencial de injetar, de forma imediata, pelo menos R$ 20 bilhões em novos financiamentos imobiliários, prometendo uma “virada de chave” para a construção civil e a economia brasileira.

A Retomada dos 80%: Oxigênio para o Mercado

image-22 Revolução no Crédito Imobiliário: Caixa Retoma 80% de Financiamento e Destrava Sonho da Casa Própria com R$ 20 Bilhões Imediatos
financiamento para imóveis

A decisão de limitar o financiamento a 70% do valor do imóvel, imposta em novembro de 2024, havia sido um duro golpe para o mercado. Naquele momento, a Caixa, responsável por aproximadamente 70% de todo o crédito imobiliário no país, viu sua capacidade de crédito se esgotar, forçando uma retração que impactou diretamente a liquidez e o volume de vendas. Construtoras reportaram queda na procura, e muitos compradores, especialmente aqueles com menor capital inicial, viram o sonho da casa própria se distanciar.

A volta aos 80% representa um alívio imediato. “A retomada da cota de 80% foi viabilizada por mudanças nas regras de utilização dos recursos do FGTS e da poupança”, explicou Carlos Vieira. Essa flexibilização é crucial, pois muitos compradores dependem desse percentual mais alto para viabilizar a aquisição, reduzindo o valor da entrada exigida. Para o setor, significa uma retomada da demanda e um aumento na capacidade de escoamento de imóveis, desde o lançamento de novos projetos até a venda de unidades já prontas.

O presidente da Caixa destacou que a nova estrutura de crédito tem potencial para “destravar o financiamento habitacional e estimular o setor da construção civil”. Essa visão é compartilhada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, que foi ainda mais enfático: “o novo modelo permitirá a contratação de 80 mil unidades adicionais até o fim de 2026.” Essa projeção ambiciosa, se concretizada, representaria um impulso gigantesco para a criação de empregos, a movimentação da cadeia produtiva da construção (desde a produção de cimento e aço até a venda de móveis e eletrodomésticos) e, consequentemente, para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Liberando a Poupança: Mais Recursos para o Crédito

Um dos pilares fundamentais do novo modelo é a liberação total dos depósitos compulsórios da poupança. Tradicionalmente, uma parte dos recursos captados pelas cadernetas de poupança é direcionada para o crédito imobiliário, mas outra parcela fica retida como depósito compulsório no Banco Central. A flexibilização e eventual liberação desses recursos injetam uma massa de capital adicional no sistema, aumentando a capacidade de concessão de empréstimos imobiliários por parte dos bancos.

Essa medida é vista como um catalisador para “ampliar o acesso da classe média à casa própria”. Com mais dinheiro disponível para o financiamento, os bancos podem expandir suas carteiras de crédito, potencialmente oferecendo condições mais competitivas e atingindo um público mais amplo. A poupança, principal fonte de recursos para o crédito habitacional no Brasil, volta a ser protagonista de forma ainda mais potente, demonstrando a confiança do governo na solidez do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

SFH com Novo Teto: Atingindo a Classe Média e Média Alta

image-23 Revolução no Crédito Imobiliário: Caixa Retoma 80% de Financiamento e Destrava Sonho da Casa Própria com R$ 20 Bilhões Imediatos
financiamento para imóveis (SFH).

Outro ponto crucial do pacote é o reajuste do teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Congelado desde 2018 em R$ 1,5 milhão, o valor máximo para imóveis financiados sob as regras do SFH – que permitem o uso do FGTS e possuem taxas de juros mais reguladas – passa agora para R$ 2,25 milhões. Essa elevação era uma demanda antiga do mercado e dos consumidores, especialmente em grandes centros urbanos onde os preços dos imóveis superaram em muito o teto anterior.

O teto de R$ 1,5 milhão já não refletia a realidade do mercado imobiliário em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades, onde imóveis de classe média e média alta frequentemente ultrapassam esse valor. Com o novo limite de R$ 2,25 milhões, uma parcela significativa de imóveis que antes só poderiam ser financiados pelas condições do SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário), que geralmente têm juros mais altos e não permitem o uso do FGTS, agora se enquadra nas condições mais favoráveis do SFH.

“A elevação do teto, aprovada com apoio do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados e do Banco Central, somada à flexibilização dos recursos da poupança, deve reforçar a confiança do setor e impulsionar o crédito imobiliário”, avaliou Carlos Vieira. Essa mudança é estratégica para destravar o mercado em segmentos que estavam estagnados, permitindo que famílias com renda mais alta e capacidade de poupança possam utilizar o FGTS e se beneficiar das taxas mais competitivas do SFH. É um reconhecimento da necessidade de adaptar as regras à realidade econômica do país e ao valor dos imóveis, especialmente em áreas de maior demanda.

A Caixa como Protagonista e a Fase de Teste

A Caixa Econômica Federal, com sua posição dominante no crédito imobiliário brasileiro, será a principal instituição a operar o novo modelo. Sua capilaridade e expertise a tornam o braço principal do governo para impulsionar essas mudanças. No entanto, o processo será gradual e monitorado.

O novo modelo ficará em fase de teste até o fim de 2026, permitindo que a Caixa e as autoridades financeiras avaliem sua eficácia na prática. O “funcionamento pleno está previsto para 2027, caso o formato se mostre eficaz para ampliar a oferta de crédito e reduzir custos.” Essa abordagem cautelosa demonstra a responsabilidade do governo em garantir que as mudanças sejam sustentáveis e tragam os resultados esperados sem comprometer a estabilidade do sistema financeiro.

A fase de teste permitirá ajustes finos nas regras, avaliação do impacto sobre as taxas de juros, monitoramento da demanda e análise da capacidade de absorção do mercado. É um período crucial para calibrar o sistema e garantir que ele atenda aos objetivos de forma eficiente e segura.

Impactos Econômicos e Sociais: Uma Análise Aprofundada

As medidas anunciadas pela Caixa e pelo governo têm um potencial transformador para a economia e a sociedade brasileira.

1. Reaquecimento da Construção Civil: O setor da construção civil é um dos maiores empregadores do país e um motor fundamental do PIB. Com a retomada da cota de financiamento, o aumento do teto do SFH e a injeção de R$ 20 bilhões imediatos, a expectativa é de um forte crescimento nos próximos anos. Isso significa mais canteiros de obras, mais contratações (desde pedreiros e engenheiros até arquitetos e corretores), mais demanda por materiais de construção e uma cadeia produtiva inteira sendo movimentada. A projeção de 80 mil unidades adicionais até 2026 é um testemunho desse impacto.

2. Acesso à Moradia: O principal objetivo dessas medidas é facilitar o acesso à casa própria para a classe média e até mesmo a média alta. A redução do valor da entrada e a possibilidade de usar o FGTS em imóveis de maior valor abrem portas para milhões de famílias que, antes, tinham seu sonho barrado por condições de financiamento restritivas. A casa própria não é apenas um investimento, mas um elemento central para a segurança e estabilidade familiar, contribuindo para a redução do déficit habitacional.

3. Geração de Emprego e Renda: O aquecimento da construção civil e do mercado imobiliário se traduz diretamente em mais empregos formais e informais. A indústria da construção é intensiva em mão de obra, e o efeito multiplicador desses postos de trabalho se espalha por toda a economia, aumentando a renda das famílias e estimulando o consumo em outros setores.

4. Estímulo à Economia: A injeção de bilhões de reais no setor imobiliário tem um efeito cascata positivo sobre a economia como um todo. O aumento da atividade econômica, o consumo e o investimento se traduzem em crescimento do PIB, arrecadação de impostos e um ambiente de negócios mais favorável. É uma medida anticíclica que busca impulsionar a recuperação econômica em um momento de desafios.

5. Confiança do Mercado: A sinalização do governo e da Caixa de que estão empenhados em fortalecer o crédito imobiliário reforça a confiança do mercado. Construtoras e incorporadoras se sentem mais seguras para lançar novos projetos, investidores veem mais oportunidades, e os próprios consumidores se sentem mais encorajados a buscar o financiamento. A estabilidade e previsibilidade nas regras do jogo são essenciais para o planejamento de longo prazo.

6. Modernização do Sistema Financeiro: As mudanças nas regras de utilização dos recursos da poupança e do FGTS demonstram uma busca por modernizar e otimizar o sistema financeiro de habitação. Ao flexibilizar a utilização desses fundos, o governo busca garantir que eles cumpram seu papel social de financiar a moradia, ao mesmo tempo em que se adaptam às necessidades do mercado e da economia.

Desafios e Próximos Passos

Embora as notícias sejam majoritariamente positivas, alguns desafios e pontos de atenção merecem ser observados:

  • Taxas de Juros: A efetividade do pacote também dependerá das taxas de juros. Embora o SFH ofereça condições mais reguladas, a conjuntura econômica e a política monetária do Banco Central continuarão a influenciar o custo final do financiamento para o consumidor.
  • Inflação Imobiliária: Um aumento repentino da demanda pode, em alguns casos, pressionar os preços dos imóveis para cima, especialmente em regiões de alta procura. O monitoramento contínuo do mercado será essencial para evitar bolhas.
  • Qualidade dos Empreendimentos: Com o aquecimento do mercado, é fundamental que a qualidade dos empreendimentos seja mantida e fiscalizada, garantindo que o consumidor receba imóveis seguros e adequados.
  • Sustentabilidade dos Recursos: A liberação de recursos da poupança e do FGTS deve ser feita de forma sustentável, garantindo que os fundos continuem a ter capacidade de financiar a moradia a longo prazo, sem comprometer sua solidez.

Conclusão: Uma Nova Era para o Sonho da Casa Própria

O anúncio da Caixa Econômica Federal marca o início de uma nova era para o crédito imobiliário no Brasil. A retomada dos 80% de financiamento, a liberação dos recursos da poupança e o reajuste do teto do SFH são medidas potentes que, juntas, prometem destravar o mercado, injetar bilhões na economia e, o mais importante, aproximar milhões de brasileiros do sonho da casa própria.

Com a Caixa à frente, e o apoio de diversos setores do governo e do Banco Central, o país se prepara para um período de intensa atividade na construção civil e no mercado imobiliário. A fase de teste até 2026 será crucial para refinar o modelo e garantir que, a partir de 2027, o Brasil conte com um sistema de crédito imobiliário robusto, acessível e capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico e social por muitos anos. É uma vitória para o setor, para os consumidores e para a economia nacional, que respira aliviada e vislumbra um horizonte de crescimento e oportunidades.

Share this content:

Ango Silva, nascido no brasil em 1978, é um jornalista com uma carreira consolidada, marcada pela profundidade na cobertura de temas políticos e econômicos. Sua trajetória profissional teve início em 1999 na Rádio JB FM, onde atuou até 2010. Ao longo de sua carreira, Ango Silva destacou-se como correspondente internacional, cobrindo eventos de grande relevância,Sua dedicação e excelência foram reconhecidas com o Prêmio Maboque de Jornalismo, concedido duas vezes, e uma menção honrosa no Prêmio Kianda, na categoria de jornalismo econômico. Com uma formação que inclui um curso intensivo de jornalismo na Solidarity School of the Union of German Journalists em Berlim (1994), um estágio profissional na Deutch Welle em Colônia (1990) e cursos de técnicas jornalísticas com o BBC Training Center em Londres,

Veja mais